
Num Domingo aconteceu o casamento religioso de L.A. e M. Os dois estavam maravilhosos, por dentro e por fora. Por dentro, porque haviam se preparado bem para receber o Sacramento do Matrimônio. Fizeram uma caminhada de fé. Foram ouvidos em Confissão. Receberam, PORQUE PREPARADOS, a Eucaristia. Jesus Vivo, realmente presente!! Vida nova, alma nova, pensavam os dois. Bonitos por fora porque irradiavam a alegria da juventude, cheios de ideais e de planos para serem vividos a dois.
A Igreja estava maravilhosamente decorada, com flores brancas. O tempo chuvoso da semana deu lugar a um belo domingo de sol. A música, sob a batuta do Maestro Mário Tirolli estava perfeita.
Tudo, portanto, preparado para um Sacramento, segundo os costumes dos homens e sob a bênção do Pai de Amor.
Chega a noiva, bonita, no horário combinado das 11h30min. Quiseram este horário, e eu abri espaço para ser o Assistente Eclesiástico da Celebração. Era para acomodar as pessoas mais velhas e os que iriam viajar. Tudo certo. Tudo combinado, nada de acordos financeiros. Sacramento mesmo.
Começamos a cerimônia, emocionados. Sentíamos Deus presente e atuante na História (com H maiúsculo mesmo) dos dois e das famílias.
E acontece o problema.....
Antes da cerimônia eu brinquei com os fotógrafos, uma grande equipe, e dizia: “juízo, comportem-se.” – E foi uma brincadeira...Mas parecia que estava adivinhando...
Num determinado momento, tive que interromper a celebração e pedir aos fotógrafos que “não ficassem tanto em cima, pois estavam sufocando os noivos.” Realmente, não queriam perder nada e pareciam querer, e realmente assim era, aparecer mais do que os noivos. E como incomodavam aquelas luzes fortes, aquele deslocamento exagerado dos profissionais. Eu notava que logo alguém cairia, enrolado em tantos fios...
É claro que eu devo ter me apresentado diante deles como um monstro radical. Mas eu apenas pedi que se portassem como profissionais. Eu era o responsável primeiro pela Celebração.
O que eu quero dizer com isso?
_ Noivos queridos! Ao contratar estes profissionais tão necessários, que irão gravar um acontecimento que permanecerá para sempre, peçam discrição, comportamento com o local sagrado, roupas adequadas (a equipe que eu mencionei estava com roupas adequadas e uniformizada). Peçam para que eles não masquem chicletes durante a celebração, principalmente dentro da Igreja, pois isso parece desleixo e pouco caso com o que está acontecendo.
A Igreja é complacente. Muitos de nós fazemos “vistas grossas” a determinadas situações. Mas vejo que o limite já está sendo ultrapassado. Penso que vamos ter que voltar a exigir cursos para os fotógrafos e profissionais, fornecendo carteirinhas da Cúria Diocesana para habilitar os que realmente querem trabalhar em espírito de equipe e de respeito.
Já é a segunda vez que escrevo sobre isso. Sei que posso me tornar repetitivo. Tudo depende de nossos queridos noivos e de nossos verdadeiros profissionais.
Realmente, hoje estou triste. Vejo que os preparativos para formar novas famílias, segundo o Pensamento e Ordem do Criador, estão virando meramente atos sociais, profissionais e espetáculos de gastos e poder.
Precisamos voltar às origens. Voltar à simplicidade da Família de Nazaré e constituir, a partir da celebração, verdadeiras famílias.
Deus vos abençoe sempre. Com carinho, Pe. Caetano Rizzi

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