E quem nunca se sentiu feliz ao comprar aquele par de sapatos tão desejado, ou aquela bolsa que ficará bem com todas as roupas? Você, eu e a grande maioria das mulheres nos sentimos felizes e realizadas quando vestimos uma roupa nova. Querer possuir bens e usufruir o conforto que o dinheiro traz é uma postura racional e agradável. Porém, há pessoas que procuram a felicidade apenas nas prateleiras das lojas de roupas. Os bens materiais são importantes para nossa vida e nos trazem bem estar, a grande questão é saber onde está o limite entre felicidade X necessidade de possuir coisas.
O consumismo vem aumentando de forma assustadora nos últimos anos. É cada vez mais comum pessoas que encontram bem-estar e sensação de aumento da auto-estima nos shoppings. Porém, a felicidade de possuir coisas é efêmera. Não se pode comprar a felicidade, e quem não desenvolve esta consciência, acaba querendo cada vez mais de modo a preencher seu “vazio existencial”.
Mark Albion, americano especialista em Marketing, realizou uma pesquisa com 1500 jovens que estavam concluindo MBAs, concentrando-se na seguinte pergunta: “Quais são os seus planos a partir de agora?” Oitenta e três por cento responderam: “ganhar dinheiro”. Esse tem se tornado o sonho dos jovens e da maioria das pessoas que vivem na era capitalista. A ambição não é algo ruim, desde que seja acompanhada não apenas de valores materiais.
As duas motivações essenciais do ser humano são atender às suas necessidades e satisfazer seus desejos. E é aí que mora o perigo. Estamos cada vez mais confundindo ter coisas quando na verdade apenas se deseja. Quando a pessoa fica desejando ter coisas, não curte o que já tem. E assim se perpetua a sensação de vazio, de estar incompleto.
Este hábito de buscar satisfação em bens materiais nos afasta da ambição de melhorar quem somos. A maioria das pessoas está buscando ser melhor com o que possuem e não com o que são. A sensação de estar pleno porque possui um carro do ano está deixando de lado a busca pelo desenvolvimento pessoal e humano. Hoje é muito mais fácil encontrarmos pessoas que querem ser ricas do que serem capazes, dedicadas, competentes.
A busca pelo TER está deixando de lado o desenvolvimento do SER. Possuir coisas é muito bom e prazeroso, o problema se encontra quando existe apenas este objetivo. A busca pelo equilíbrio entre TER e SER é uma opção mais saudável e faz com que a busca pela felicidade se torne mais completa e menos irreal.
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Karen Camargo
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