A auto-estima está presente em tudo o que fazemos. Da entrevista para uma vaga de emprego ao pedido de desconto em uma loja, pessoas com auto-estima elevada são estimuladas por desafios porque confiam na própria capacidade de enfrentá-los. A auto-estima adequada não garante ausência de problemas, mas sugere maior resistência para lidar com o insucesso fazendo do fracasso eventual uma oportunidade de aprendizado.
A auto-estima começa a ser construída a partir de estímulos positivos e negativos que recebemos desde a infância. Uma educação muito rígida, com pouca perspectiva de elogios e reconhecimentos, demonstra uma experiência de vida que tende a formar adultos inseguros e indecisos sobre sua própria capacidade e valores.
Alguns sentimentos recorrentes da baixa auto-estima são: perfeccionismo exagerado, insegurança, sentimento de inadequação, dúvidas constantes, incertezas a respeito de si, sentimento de não ser capaz, autopunição constante, necessidade de agradar, não permissão ao erro, entre outros.
Os componentes da auto-estima são:
• Amor próprio: é o amor incondicional que temos por nós mesmos, com aceitação de nossas qualidades e defeitos. Mesmo quando erramos somos dignos de respeito e amor.
• Autoconfiança: é o que dá coragem de agir em situações novas, contribui muito nas tomadas de decisão.
• Auto-imagem: o “retrato mental” que temos de nós mesmos.
Quando falamos em auto-estima, falamos da autoconfiança em nossos valores, crenças e regras interiorizadas, em nosso referencial interno. Refere-se ao que a pessoa pensa sobre si mesma. Mas o que faz com que algumas pessoas sejam mais seguras de si?
O diferencial que faz com que uma pessoa tenha uma auto-estima bem desenvolvida se dá através do autoconhecimento e nesses casos, a psicoterapia ajuda e muito. A pessoa que se conhece e que tem consciência dos seus reais valores geralmente desenvolve a possibilidade de se gostar mais, independente de suas qualidades ou defeitos.
O primeiro passo para desenvolver a auto-estima é tomar consciência dos nossos pontos positivos e negativos. Ao reconhecermos nossos pontos negativos, poderemos mudá-los um a um, sem cobranças. E reconhecendo nossos pontos positivos nos sentiremos mais confiantes de nossa capacidade sem estarmos vulneráveis às críticas e opiniões alheias. Evite olhar apenas para os aspectos ruins e exercite também a busca por suas qualidades. Você vai descobrir como é especial!
Um abraço, Karen Camargo
"Os textos da psicóloga Karen Camargo são protegidos pela Lei Federal 9610-98. A reprodução, mesmo que de trechos, sem autorização por escrito da mesma, configura crime sujeito as penalidades previstas em lei."
Karen Camargo
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