
Esta é uma dúvida que permeia muitos casais modernos: será melhor passar pela experiência de dividir o mesmo teto primeiro ou o casamento seria a melhor opção?
Muitas mulheres encaram o convite de morar junto do homem como uma esquiva para o casamento. Ou mesmo como acomodação, pois imaginam que se forem morar juntos, o sonho da celebração do casamento ficará cada vez mais distante. Não gostaria, com este texto, de defender nenhuma das suas opções. Trata-se sim de uma oportunidade para analisarmos cada uma delas.
Um convite para unir escovas de dentes envolve um passo a mais em uma relação. Isso envolve deixarmos nossa residência, nosso cotidiano ou mesmo somar uma nova pessoa a este dia-a-dia. As pessoas têm escolhido morar junto com o parceiro (a) com maior frequência hoje em dia, no entanto, alguns pais são resistentes em aceitar tal decisão, principalmente das filhas. Morar junto significa o início da construção de uma identidade conjunta. Iniciam-se responsabilidades como: quem paga o condomínio, quem tira o lixo, qual será a cor da parede da sala, ou seja, as decisões passam a ser tomadas em conjunto e não mais individualmente.
Se uma pessoa casada estiver neste momento lendo este texto, ela provavelmente pensará: “Mas tudo isso acontece exatamente em um casamento também!” Sim, isso é verdade. Então você deve estar me perguntando: “Então o casamento pode ser entendido como algo social?” ou “Morar junto é a mesma coisa que estar casado?” A resposta pode ser sim. No entanto, muitas mulheres receiam o “morar junto”, pois alimentam o sonho do casamento (veja: não há nada de errado em sonhar com isso, ok?)
O mais importante é que ambas opções (casar ou morar junto) na prática, no dia-a-dia, no cotidiano não mudam. Quem é casado e quem mora junto paga o condomínio todo mês, tira o lixo, vai ao supermercado. O mais importante é que ambas as opções (casar ou morar junto) representam mudanças substancias na vida de uma pessoa, implica em renúncia, implica em assumir novas responsabilidades, implica em pensar em conjunto. Com papel assinado ou não, trata-se de questões que precisam ser analisadas, avaliadas individualmente e pelo casal.
Karen Camargo é psicóloga clínica. Especialização e aprimoramento em Terapia Cognitivo Comportamental. Aprimoramento em Terapia de Casal e Família. www.karencamargo.com.br

© 2012 - Noivas & Cia - todos os direitos reservados - layout mkt virtual - desenvolvimento e otimização de sites: