Por estes dias, durante o horário de atendimento, recebi a visita de dois jovens. Como não os conhecia, perguntei quem eram e o motivo da visita. Disseram que eu não poderia conhecê-los, em termos de Igreja, pois não freqüentavam, até pouco tempo, Paróquia alguma. O fato de existir entre os dois um amor muito grande, fez com que se preocupassem com o casamento.
Surge, porém, outro problema: - não queriam casar na Igreja porque não acreditavam na Igreja e em ninguém. Queriam viver a própria vida sem dar satisfações a ninguém. Acontece que eles têm muitos amigos. Quando começaram a falar de casamento, todos perguntaram: “em que Igreja vocês vão casar?”
Esta pergunta dos amigos os deixou atônitos, pois pensavam que todos sabiam da não crença dos dois e de sua vontade de viver longe dos padrões tradicionais. A., a noiva, tem uma amiga que a chamou de lado e começaram longa conversa. Esta amiga “falou um monte” para ela. Preocupada, conversa com R., o noivo. E como fazer, diante de tantas cobranças?
A. descobre o site da Revista Noivas & Cia. Começa a ler e vai parar nos artigos do Padre Caetano. E assim ela conta: “na medida em que ia lendo, percebi que precisava mudar meus conceitos sobre a vida em sociedade. Chamei o R. para ler também. Ele ficou impressionado com a maneira com que o padre abordava determinados assuntos, até de uma maneira independente, sem sair dos conceitos de sua fé. Depois de muito lermos, resolvemos conversar com o senhor. E aqui estamos”.
Fiquei contente e, ao mesmo tempo, temeroso, pois não sabia o que dizer naquele momento. Então perguntei: “E qual a decisão que vocês tomaram?”
Para minha surpresa, R. disse: “Padre, nosso modo de ser diferente começou a nos incomodar. Isto pode durar um tempo, enquanto formos jovens. Depois virão os filhos, teremos que educá-los, teremos que conviver com outros casais....Como será a nossa vida? – Nossa vinda aqui tem por motivo principal, em primeiro lugar, uma conversa séria. Depois, queremos ouvir o que o senhor tem a dizer a um casal de noivos que quer acertar na caminhada.”
Foi uma longa conversa, deixei-os à vontade e lhes fiz uma proposta de fazê-los conhecer Jesus Cristo e seu projeto de amor verdadeiro. Quando disse a eles sobre o grande mandamento de Jesus, o mandamento do amor: “Uma só coisa eu vos mando: que vos ameis uns aos outros como eu vos amo”, A. se emocionou. Ela pensava que só havia leis de proibições. Pensava que conhecer Jesus seria “não viver”. Eu lhes disse que conhecer Jesus seria viver plenamente, seria encontrar resposta para todas as perguntas. Seria saber olhar para o futuro e não sentir medo algum.
Naquele momento, R. colocou seu braço em seus ombros e disse a ela: “A., eu quero me casar com você porque eu a amo. Jesus, estando conosco, fará com que nosso amor aumente cada vez mais e isso nos dará coragem para ir em frente. Vamos aceitar esta parada?” – Ela o olhou com ternura e respondeu: “Você quer? Então eu também quero?” – E trocaram um beijo carinhoso.
Pedi licença para lhes dar a bênção. Sem que eu dissesse palavra alguma, os dois se ajoelharam. Eu pedi a Jesus-Amor que os abençoasse. Depois nos abraçamos e marcamos outra data para continuar a conversa.
Quando os dois saíram, fiz questão de ficar sozinho para pensar sobre o que havia acontecido. Como Deus é bom!! Ele se utiliza de tantos meios para alcançar seus objetivos. E a Revista, bem como o site, são meios, num mundo tão materializado, que Deus usa para chegar ao coração de tanta gente!!
Seja Jesus o grande presente de todos e de cada um! Um Ano Novo de Paz!!
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.
Padre Caetano Rizzi
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