Estela, de Guarujá, pergunta um tanto angustiada: “Porque as crianças, que precedem a entrada da noiva, muitas vezes, choram e não querem entrar?”
Pois é! Introduziu-se o costume de colocar crianças na entrada da noiva. Algumas levam flores, outras levam as alianças. E algumas crianças, assustadas com a multidão que está na Igreja, começam a chorar e não querem entrar. O que fazer?
Acontece que os ensaios que são feitos, acontecem sempre com a Igreja vazia e as crianças ficam mais à vontade. No dia da celebração, quando se abrem as portas e começa a música, uma multidão está na Igreja, e o choro começa, provocando constrangimento em mamães, papais e noiva. O que fazer? – Não adianta insistir. Deixem as crianças com os pais e entrem normalmente na Igreja. Nunca se deve atrasar uma cerimônia por causa de pequenos detalhes. Se uma das crianças está bem, que entre sozinha e leve as alianças. O essencial é o casal de noivos e as testemunhas, assistidas pelo Ministro Eclesiástico.
Por estes dias tive a alegria de presenciar algo diferente e bonito. Como o casamento é uma festa, na hora da entrada das crianças, entraram várias, contentes, com flores nas mãos. Dirigiram-se para o local a elas destinado, de forma bem informal. Nada daqueles passinhos horríveis treinados para demorar uma eternidade. A orquestra tocava a parte Primavera, das Quatro Estações, de Vivaldi. E as crianças, festivas, em clima de primavera, antecederam a entrada da noiva. Todo o nervosismo caiu por terra. E havia um clima de verdadeira alegria, pois as crianças provocam esta alegria quando são espontâneas.
Está aí uma sugestão para ser pensada. Deixem de lado aquelas situações de transformar as crianças em adultos. Deixem que as crianças sejam crianças!
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.
Padre Caetano Rizzi
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