Após 72 anos de vida conjugal muito feliz, a esposa, dona Adelaide, faleceu. Um caso raro como este provocou muitos comentários numa reunião da Comunidade.
Tentamos resumir alguns pontos, levantados pelas pessoas, sobre a vida do casal Antônio e Adelaide:
- Ambos souberam desprender-se dos pais e dos parentes logo após o casamento, sem deixar de os amar como antes.Assim amadureceram na liberdade e na responsabilidade.
- Aprenderam a conhecer e a aceitar as diferenças mútuas de gênio e temperamento.
- A preocupação com um amor mais espiritual teve preferência sobre as aparências e o social.
- A tolerância e o perdão foram sempre valorizados.
- Os filhos eram esperados e recebidos como dom desejado, não como uma carga imposta. Por isso foram educados na co-responsabilidade.
- Essa família não se julgava auto-suficiente,mas estava aberta para o serviço da comunidade. Enquanto dona Adelaide tinha saúde, sempre ajudava na Comunidade e seu Antônio trabalha ainda hoje com os pobres.
- Quando acontecia haver divergência de opiniões, conversavam num clima de confiança, nunca se trancando num silêncio rancoroso.
- Participavam da Eucaristia, juntos, todos os Domingos. Eram fiéis no terço diário, em família, quando possível.
- Davam o exemplo aos filhos sem impor suas opiniões, respeitando a liberdade de escolha de cada um (inclusive, uma filha se tornou evangélica).
Não eram anjos, tinham seus defeitos e dificuldades, mas não fugiam da luta.
Hoje, seu Antônio também está adoentado e quase não sai de casa. O impressionante é ver que os pobres que ele visitava, se revezam na ajuda da casa.
Isso é possível ainda hoje. Que tal seguir este exemplo?
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.
Padre Caetano Rizzi
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