Um casal de noivos conversava comigo sobre os papéis necessários para o casamento. Sem um motivo maior, de repente, começaram a discutir. Discutiam de forma agressiva. Um olhou para mim e perguntou: “ O que mais ela quer?” – E ela respondeu, também olhando para mim:” Ele quer demais!”.
Deixei que se acalmassem e continuamos a conversa, agora já com outra perspectiva: - adiar a data do casamento, pois não era possível daquele jeito.
As duas frases mencionadas acima demonstram uma relação em perigo. Em algum lugar aprenderam de alguém uma noção errada de casamento. Amavam-se de paixão e, por conseguinte, seu casamento daria certo. Os ajustes viriam com o tempo. Só esqueceram de aprender que entender-se é tão fundamental quanto desejar-se.
Alguns programas de televisão andam passando ao povo a errônea noção de que ser bom de cama é o mesmo que ser bom parceiro. Mas casar-se é muito mais do que saber fazer sexo e dizer palavras bonitas na hora do bem bom. Tem que saber fazer bem as outras coisas do casamento para construir uma família feliz. Tem que ser capaz de não perder o respeito quando alguém discorda. Tem que saber “brigar” sem levantar a voz. Saber ficar quieto na hora certa para não piorar a situação.
O casamento é mais do que encontro de corpos. A impressão que fica é que muitos casais não sabiam disso quando assinaram aquele papel no altar. Não basta apenas dormir juntos – é preciso sonhar e caminhar juntos. É preciso pensar juntos. É preciso sempre ter nas mãos e no coração, antes de tudo, a idéia do perdão. Um casal que sabe perdoar e pedir perdão sabe a que veio e sabe para onde vai.
Acontece que, durante o namoro e noivado, comeram guloseimas demais e agora não sabem engolir a refeição. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”, diz Jesus.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano
Padre Caetano Rizzi
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