Patrícia, de Porto Alegre, escreve: “Padre, meu casamento está marcado para Maio. Meu pai está muito doente e não sei se ele viverá até lá. Queria tanto que ele me acompanhasse na Igreja, pois sou a filha caçula e ele entrou com os outros filhos. Como fazer?”
Realmente, querida leitora, você vive um momento difícil. É claro que todas as noivas gostariam de entrar com o pai na Igreja. É um momento forte de amor e de início de uma nova família, continuando aquela de onde se veio. Muitas noivas, quando o pai já partiu, ou por outros motivos, entram sozinhas. Mas é bonito e emocionante aquele beijo do pai, as palavras sopradas no ouvido, o abraço que ele dá ao futuro genro (filho).
Também, quando o pai, ou a mãe, um dos dois está doente, muito naturalmente se pede, quando se tem fé e se participa da vida da Igreja, que o padre vá à casa da noiva e faça uma oração, com a presença dos pais, particularmente daquele que está doente. É o momento forte da bênção e da certeza de que se quer o melhor para a filha ou o filho. É também um momento forte de emoção, pois ali está a família que quer a unidade, a comunhão, a vida.
Parte-se depois para a Igreja, onde acontece a celebração solene com a presença dos familiares e amigos. Fica um vazio, sim, mas a bênção e a oração acompanham.
Sei de fatos em que, num gesto heroico, o familiar doente adquire uma força extraordinária e vai até à Igreja para cumprir sua última missão. Vai feliz, porque a filha está feliz, porque o filho está feliz. Volta para casa e termina seus dias na paz.
Patrícia, coloque seu pai nas mãos de Nossa Senhora. Confie e reze bastante. Ocupe-se dos preparativos com alegria, pois é o seu casamento e a nova família que vai ser formada.
Seu pai estará feliz vendo que a vida continua e que ele cumpriu sua missão.
Rezo por você, pelo seu noivo e pela saúde de seu pai. Sejam felizes.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano.
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