M, noiva de R, nos conta esta experiência dolorosa e a forte presença de Deus na vida dos dois.
R. é gerente de um banco e, na saída do expediente, junto com outro funcionário, foram rendidos por quatro assaltantes, armados com metralhadoras. Pediram as chaves do banco e R. disse que eram apenas funcionários e que não tinham as chaves. E elas estavam na frente, perto do aparelho de som. Ninguém dos quatro viu. Pediram então dinheiro. Deram o que tinham. Pediram que sacassem o máximo possível do caixa eletrônico. R. disse que só podiam sacar até R$400,00, pois o sistema trava logo em seguida. Depois de terem feito isso, amarraram os dois e puseram no porta mala do veículo, saindo em disparada para outra cidade distante.
R. sempre foi assíduo na fé, na oração e na Eucaristia. Participa ativamente em sua Comunidade Paroquial. O outro funcionário sempre fazia chacotas sobre o modo de R. viver sua fé. Neste dia, com um sorriso nos lábios e com a cabeça baixa, R. se pôs a rezar silenciosamente, mantendo sua calma. O outro funcionário então falou: “Deus, eu não sei rezar. Atende o que R. está pedindo”. A polícia logo foi acionada e se pôs à procura do carro e das pessoas. R e seu funcionário foram jogados amarrados no meio do mato. Lá se soltaram e pediram ajuda, quando chegaram à estrada.
R.rezara desta forma: “Meu Deus! Tu és os Deus forte diante do qual o medo, o seqüestro, a metralhadora, nada afeta. Me abandono em tuas mãos.” E, Deus cuidou de tudo, pois logo a polícia alcançou o carro, deu tiros, atingindo o porta-malas, o banco do motorista e do passageiro. Lugares onde os dois estavam antes. E eles estavam a salvo.
No dia seguinte, depois de passar pela delegacia de madrugada, R. foi até a agência bancária para trabalhar. Lá havia preocupação pelo estado de saúde de R. e do outro funcionário. A diretoria do banco mandou que R. ficasse em casa por uma semana, recuperando-se, pois poderiam existir seqüelas. R. respondeu: “Meu Deus não faz as coisas pela metade se Ele nos livrou ontem das armas, do seqüestro, do medo, dos ladrões, irá deixar seqüelas agora? Ele não faz nada pela metade!” E começou a trabalhar. Isto aconteceu faz dois meses e meio e ele está bem.
M. nos diz que conta este fato para dizer da importância da presença de Deus na vida e no namoro. Os dois sempre rezam juntos e participam ativamente na vida da Igreja Católica de sua comunidade.
Escrevo este testemunho, com muita emoção, pois conheço os dois e sei desta verdade. Quem busca o Senhor, de coração sincero, nunca fica desamparado.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.
Padre Caetano Rizzi
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