Por estes dias eu fiz a Homilía na celebração do casamento de dois jovens, que foram meus paroquianos e que são meus amigos. Foi tudo muito bonito, muito bem preparado, muito bem celebrado. As testemunhas da celebração ( padrinhos) foram todos jovens e casais que fizeram e fazem parte da vida católica do jovem casal.Alguns foram levados à Igreja pelo exemplo dos dois. É claro,naquele dia solene, estes e outros estavam lá. A Igreja estava repleta de jovens, todos amigos do casal, bem como de familiares e amigos da Comunidade Paroquial. O Pároco do lugar deu licença e foi distribuída a Sagrada Comunhão a todos, pois todos são de Igreja e de Missa Dominical (pelo menos).
Os dois caminharam e caminharam em direção ao Sacramento do Matrimônio.Foram seis anos de namoro e noivado.Tudo muito bem preparado e planejado. Não brincaram de amor e nem brincaram de paixão.Souberam administrar. Por isso é que foi tudo tão bonito.Não brincaram de príncipe e de princesa, mas não se esqueceram do sonho e do romance.E não foi um namoro comum.Havia qualquer coisa que os fazia iguais ao que todos os pais e mães ainda sonham ver na filha e no genro. Sabiam o que queriam e sabiam o que esperar um do outro. E quando as dúvidas apareceram, souberam procurar na sabedoria dos pais, do sacerdote e dos amigos de comunidade, para saber sobre as dores do amor e da família.Mas não deixaram de guardar seus segredos, típicos dos namorados.Por isso é que foi tão bonito.
Com Deus e o povo por testemunha, juraram no altar que, acontecesse o que acontecesse, entre dores, tristezas e alegrias, viveriam um matrimônio firmado em Deus, de quem sabiam, com certeza, que viera o seu amor.
O que vai ser daqui a vinte anos, não sei, mas sei que edifícios bem construídos e erguidos em lugar certo, dificilmente caem, duram séculos.Rezo, do fundo de meu coração, para que aquele lar dure muitas vidas partilhadas em comum.O mais está na Bíblia e na sabedoria da Igreja.
Foi muito bom pregar naquele casamento.Foi muito bom emocionar-me com os noivos, meus amigos, que tinham caminhado comigo durante os seis anos em que estive à frente daquela Paróquia.
Ao cumprimentar os dois e dar-lhes os beijos de Pai-Padre, lembrei: “Não esqueçam de pedir a Deus um filho que queira ser padre." Os dois responderam,sorrindo: “Com certeza."
Com o carinho e a bênção a todos.
Pe. Caetano Rizzi.
Padre Caetano Rizzi
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