
N., de Varginha, Minas Gerais, escreve dizendo:
"Somos noivos, nos conhecemos faz cinco anos e pretendemos casar no final do ano. Sempre vivemos bem, nossas famílias apoiam nosso namoro e casamento. Sempre vivemos muito felizes, adquirimos nossa casa e móveis com nosso trabalho. Tudo, praticamente, está pronto. Meu noivo está concluindo o curso de Psicologia. Eu fiz ciências sociais e trabalho na área. O que me leva a escrever é o seguinte: ”Por estes dias, conversando sobre o nosso futuro e planejando o mesmo, ele me diz que quer um relacionamento aberto e que este negócio de fidelidade por toda a vida é coisa ultrapassada. Eu disse a ele que não concordo com esta ideia e que eu quero me casar e ser apenas dele e quero o mesmo dele para comigo. Senti que ele ficou confuso”. - O que fazer?"
O casamento é um consórcio por toda a vida, no amor, na fidelidade e no bem da prole, estabelece o Senhor. E a Igreja, continuadora da Obra do Senhor, ensina e faz a mesma coisa. Um homem se casa com uma mulher e promete a ela amor e fidelidade por toda a vida. O mesmo faz a mulher para com o homem. É para aquela mulher que ele promete amor e fidelidade. É para aquele homem que ela promete amor e fidelidade. E isto é para toda a vida. Não fosse isso possível, o Senhor não teria instituído o matrimônio como Sacramento.
Não se brinca de casar e não se brinca de casinha depois de adultos. Se o seu noivo pensa assim e expressou este pensamento, ficando confuso quando você, com todo o direito, protestou, significa que é preciso rever a data do casamento, adiar e, se preciso for, cancelar.
O amor e a fidelidade são para toda a vida. Não é por um tempo, enquanto durar o entusiasmo, enquanto não vierem os filhos. É para sempre. A infidelidade e a traição, ferem mortalmente o princípio fundamental do matrimônio. Ofendem o Senhor Deus, que os uniu e que, portanto, ninguém pode separar.
É claro que virão tentações, que virão fantasias e que, infelizmente, podem vir quedas neste princípio. Para curar tudo isso existe a graça do Sacramento, existe o arrependimento e existe o perdão.
A graça que Deus concede àqueles que O buscam de coração sincero,é para sempre. Aí estão os exemplos diários que temos de casais que celebram seus jubileus de prata, de ouro, de diamante e mais ainda. Será que eles nunca tiveram tentações? - É claro que tiveram, mas souberam superar pelo amor e pela Graça de Deus.
Querida N., da belíssima Varginha, em Minas Gerais! Pense bem nisso e converse com seu noivo de forma séria e decidida. A Graça de Deus não irá faltar.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.


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