No vasto campo da experiência matrimonial, o primeiro desafio que se impõe é a adaptação mútua dos esposos.Adaptar-se! processo complexo, difícil de explicar, cheio de precipícios e curvas inesperadas.Simplificando, podemos afirmar que se trata de um processo de integração dos esposos com seus diferentes traços de personalidade, para evitar conflitos e conviver em harmonia.
Busquemos uma analogia. Eu sou uma árvore com ramos estendidos, como braços, em todas as direções. Também você é uma árvore que se abre em abundantes e vigorosos ramos. Existe o perigo de que nossos ramos se choquem e saltem faíscas, e de que, no incêndio, nosso amor se reduza a cinzas na calada da noite.
Quantos centímetros deverá você cortar, e quantos eu, para que nossos ramos não se toquem, nem tenham do que se lastimar, deixando resguardada a saúde do amor?
Para adaptar-se um ao outro, os dois esposos precisam podar muitos centímetros, morrer em relação a certos traços de personalidade.E assim, esposo e esposa, morrendo todos os dias um pouco, irão se ajustando um ao outro, integrando-se mutuamente em seus diferentes perfis de personalidade, para chegar a uma plena harmonia.
Não é o querer que o outro se adapte ao meu modo de pensar, mas juntos nos adaptarmos mutuamente. Se só quero que o outro se adapte a mim, ao meu modo de pensar, ao modo de ser de minha família, sem nunca eu ceder em nada, é claro que este casamento, tão sonhado e esperado, está fadado ao fracasso, às feridas profundas, à morte do amor.
Namorados e noivos amigos: conheçam-se bem, estudem a personalidade um do outro, ajudem-se mutuamente. Ajudem-se a podar-se um ao outro e os ramos da bela videira do matrimônio produzirão frutos de amor por toda a vida.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.
Padre Caetano Rizzi
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