Hoje peço licença aos meus "12 contumazes leitores" para falar um pouco sobre mim, pois faz 25 anos que sou padre.
Celebrei, com alegria, junto de meus familiares e paroquianos, bem como com a presença amiga dos padres da Diocese de Santos, de nosso Bispo D. Jacyr e de nosso Bispo Emérito D. David Picão, a solenidade de meu Jubileu de Prata Sacerdotal. Foram momentos de intensa emoção e de renovação dos meus compromissos assumidos livremente diante de Deus e da Igreja. Como é bom ser padre!!!
Nesta ocasião lembrei de minha história de vida, de minha família, particularmente do exemplo de fé dado por meus pais, que já se encontram na eternidade. Lembrei de quantos batizados, de quantas confissões, de tantas Missas celebradas, de tantos Matrimônios assistidos, de tantos aconselhamentos, de tantas Unções dos Enfermos, de tantas consolações nos velórios e nas famílias.
Fazendo uma análise séria, digo: - valeu ter vivido tudo isso!! Vale estar vivendo assim e tem valor imenso o que tenho ainda pela frente!! Como Deus é Bom!!!
Estando em Gramado, para dar continuidade às celebrações iniciadas em Santos, pois muitos de meus familiares moram nesta bela cidade, o Senhor Deus fez-nos uma surpresa, entre as tantas. Estávamos celebrando os oito anos de vida de minha sobrinha-neta, Carolina, quando chegou a notícia da internação de minha cunhada Mercedes. Diziam que ela estava passando mal no hospital. Imediatamente, junto com minha irmã e cunhado, fomos ao hospital dirigido pelas Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Ministrei a ela o Sacramento da Unção dos Enfermos, na UTI do Hospital, inaugurada fazia poucos dias. Logo em seguida ela partia para junto de Deus, vítima de AVC. Coube a mim e à minha irmã dar a notícia ao nosso irmão, com quem ela estava casada fazia 46 anos. Quando nosso irmão nos viu entrar na sala onde ele estava, logo perguntou da esposa. Minha irmã, inspirada por Deus, diz: “Ela está bem. Está muito bem!" - Meu irmão compreendeu imediatamente o que havia acontecido e exclama: "minha companheira, meu porto seguro, meu socorro"!
Choramos juntos e juntos erguemos preces ao Pai de Bondade. No outro dia, a Missa de corpo presente, celebrada por mim e pelo Pároco de Gramado. Muita gente, muitos amigos, muita emoção. Nosso pessoal aqui de Gramado, movido pela Fé na Ressurreição, costuma cantar, na hora final da Missa, a música: "Nas asas da fé sobre ao céu", que emociona a todos. No estribilho final, na letra "sobe ao céu, nas asas da fé sobe ao céu", meu irmão levantou as mãos como que querendo ajudá-la a ir para o Céu. É bom ter Fé!
No dia seguinte, Domingo, aquele mesmo povo e mais um outro grande grupo, celebrava comigo os 25 anos de Padre. Muita fé, muita emoção e muita gratidão a Deus. Foram momentos de Vida e Ressurreição. A graça de Deus se fez presente em ambos, motivando-me a cantar também: "Pela graça de Deus, eu sou quem sou!”.
Como é bom ser Padre! Padre para Sempre!
Com o carinho, a gratidão e a bênção do Pe. Caetano.
Padre Caetano Rizzi
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