
Rever o relacionamento sob outro ângulo pode ser a solução dos problemas para a relação a dois
*Por Anna Hirsch Burg
Normalmente utilizado como última opção pelos casais para tentar salvar o relacionamento, a terapia de casal não significa ser o caminho para o fim da relação. Para auxiliar as pessoas que buscam ajuda em seus relacionamentos, os especialistas do Portal Minha Vida, maior portal de saúde e bem-estar da internet brasileira criaram uma série de orientações para ajudar nessa difícil tarefa.
1 – Relembre o passado: Ao longo da vida acreditamos em uma fantasia nos dizendo que somos uma metade que deseja encontrar outra parte para ser feliz e completa. Ao procurar a terapia, o casal revive todo o processo mágico do relacionamento, desde quando se apaixonaram, recordando que parecia não existir diferenças entre eles e que o amor dava sentido ao inexplicável.
2 – Desvendem as fantasias: Na terapia é possível entender que fantasiamos muito em relação ao outro. E, na maioria das vezes, cada uma das partes apaixonadas está mais interessada em descobrir como o outro pode satisfazer os seus desejos e necessidades.
3 – Não deixe a paixão morrer: Em geral, a crise se instala no casal quando essa fantasia de completude cai por terra. Os elementos que detonam esse processo são diversos. Questões ligadas à sexualidade, como a frigidez, a impotência ou a ejaculação precoce, outras vezes, o nascimento de um filho, desemprego ou mudança de cidade, podem ser fatores decisivos na quebra da relação.
4 – Terapia é questão de tempo: É importante ressaltar que a terapia de casal não faz milagres e que não existem fórmulas mágicas de se rever um relacionamento. O processo dura em média quatro meses de análise com o casal e, em alguns casos, frustra o paciente que deseja uma solução imediata.
5 – Busque um consenso: A terapia se completa quando o casal percebe que há um acordo inconsciente entre eles, o que faz com que não culpem um ao outro pelo sofrimento na relação. Quando um se coloca no lugar do outro, a relação se torna mais criativa, e cada um deles pode se reinventar. O ponto final nas sessões é dado quando cada um resolve seguir o seu caminho, junto ou separado, sabendo que a única pessoa insubstituível no mundo é ela mesma.
*Anna Hirsch Burg é psicanalista especializada em terapia familiar do Portal Minha Vida, maior portal de saúde da internet brasileira.
Fonte: NB Press

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