Segundo o estilista, é muito difícil você ensinar alguém a criar moda, até mesmo porque existem vários estilistas que sequer conseguem projetar no papel um modelo de vestido. Durante o período que ficou fora do país, Ronaldo Esper teve passagens pela França e Itália, onde trabalhou em ateliers de alta costura famosas da moda. “Acredito que a cultura européia me influencia até hoje, principalmente quando busco inspiração para uma nova coleção”, declara.
“Quando voltei para São Paulo tudo aqui tinha mudado, as pessoas encontravam roupa pronta e muito bem feita”. Ele logo reabriu o atelier de alta costura, onde era confeccionado todo o tipo de roupa para mulher. Mas, o tempo foi passando e o estilista percebeu que as noivas eram clientes de alto potencial, pois gastam o dinheiro necessário para realizar todos os seus desejos.
Para ele, atualmente todo mundo quer trabalhar com noiva, porém o estilista decidiu se especializar nesta área ainda na década de 70. No momento em que resolveu só trabalhar com noivas, Ronaldo Esper passou a fazer contato com igrejas, floristas e começou a se dedicar apenas ao mundo do casamento.
Porém além das noivas, o atelier de Ronaldo Esper também confecciona vestidos para mães e madrinhas. Suas coleções contam com peças diferenciadas, todas desenvolvidas pelo o estilista, tudo isso para oferecer para todas as mulheres a sensação de usar um traje confortável, elegante e ainda elas também podem contar com o prazer de utilizar um vestido de alta costura produzido, especialmente para alguma ocasião.
Apesar do principal foco do atelier de alta costura de Ronaldo Esper almejar a realização do sonho da noiva, as mulheres que desejam comprar ou alugar um traje para eventos no geral, podem visitar a loja do estilista. Segundo ele, o criador de moda não pode ser uma pessoa muito nova, pois a vivência é o grande professor e muitas passagens da vida são fontes inspiradoras para novas coleções.
“Para mim é meio inaceitável um estilista muito jovem, até porque ele deve ter uma vida e a partir daí é possível tirar inspiração de tudo, como por exemplo: de museus que já foram visitados, todas as obras que você já viu. Acredito que um menino de 21 ou 22 anos poderá até elaborar bons desenhos, mas também poderá copiar de alguém”, afirma o estilista.
Antigamente tínhamos muitas butiques, que são parecidas com as grifes de hoje em dia, que nada mais era do que um lugar totalmente chique, onde você encontrava tudo o que desejava. Outro tipo de trabalho que atualmente anda escasso é o serviço de alfaiataria, que durante a mocidade o estilista trabalhou por algum tempo. “Gosto de roupa pesada, de linha e de lã, mas nos dias de hoje nem na Europa não tem mais frio para ser usado”.
Fabiana de Oliveira
Editora
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