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Durante os últimos meses, diversas pessoas escreveram ou telefonaram para a celebração de casamentos em clubes ou sítios. Alguns até diziam que já estava tudo preparado e que não tinham como mudar. Primeiramente é preciso dizer que o nosso Código de Direito Canônico, que é o Livro de Leis da Igreja para o mundo inteiro, manda que os Sacramentos sejam celebrados em locais sagrados, ou seja, nas Igrejas e Capelas destinadas para este fim. O Sacramento do Batismo e do Matrimônio, especificamente, são Sacramentos que formam e fortalecem a Igreja. Sacramentos que fazem a Igreja e que nela se recebem.
Se o nosso Código assim determina, cumpre a nós, Católicos, a quem estas leis são dirigidas, cumprir. O Bispo Diocesano, em alguns casos, tem autoridade para dispensar, depois de ter examinado tudo cuidadosamente e vendo que o pedido procede. O fato de dizer que já está tudo preparado, como que para pressionar a Autoridade da Igreja, não se aplica. E muito menos certas exigências de pessoas da sociedade. Não adianta dizer: "foi o fulano de tal que mandou conversar". Na Igreja Católica todos são iguais. Nas questões de Batismo, em casos urgentes, ele pode ser celebrado onde a pessoa estiver (hospital, casa, na rua...). Via de regra, é na Paróquia onde os pais da criança ou o próprio batizando freqüentam.
A moda de celebrar casamentos em clubes ou em sítios, bem como em locais de festa ou ambiente rural, não encontra justificativa alguma no ambiente eclesiástico. Não é um lugar sagrado e, muitas vezes, os convidados já estão comendo e bebendo, não dando ao ato sagrado o devido valor ou respeito. O contrato civil pode ser celebrado nestes locais, lembrando que é bem mais caro do que nos locais próprios. Muitos se apresentam como "padres" ou "bispos", no próprio "pacote" do buffet. Quando a esmola, a oferta é demais....até o santo desconfia, diz o provérbio antigo. Estes não são padres e nem bispos da Igreja Católica Apostólica Romana. Os atos celebrados por eles não são válidos. Em outras palavras, as pessoas não estão casadas e nem batizadas. A Igreja sempre recomenda marcar a data do casamento com bastante antecedência. Se houver algum problema a ser resolvido, haverá tempo hábil para isso. Sempre se deve conversar com o padre da Paróquia. É bom pois isso ajudará a tornar a celebração mais solene e familiar. Não é bonito e nem ético conhecer o padre no dia da celebração. Uma boa conversa antes faz com que a cerimônia se torne mais festiva e mais participativa.
Muitas vezes, para resolver problemas já complicados e para não causar outros problemas, se faz a celebração na Paróquia, de forma solene, pois é um sacramento, mas de maneira simples, pois tudo já foi encaminhado ao serviço de buffet. E lá, no salão de festas, quando o Padre tem horário disponível, faz-se uma celebração de apresentação da nova família à sociedade. Dá-se uma bênção especial, se proclama a Palavra de Deus e se explica a razão da celebração. Mas tudo deve ser combinado COM BASTANTE ANTECEDÊNCIA.
Tenho visto casais que entraram nesta "fria do padre do pacote", buscar a Igreja e receber orientações sérias e seguras. Muitos ainda nem sequer tinham sido batizados e nem recebido a Eucaristia (Primeira Comunhão). Com tempo hábil, puderam preparar-se direito, conforme as orientações da Igreja, e viveram uma ótima celebração matrimonial. Vários deles continuam a freqüentar a Paróquia porque foram, bem atendidos e receberam explicações à altura do momento que estavam vivendo.
Noivos amigos! Não se deixem levar pelas novidades que passam. Busquem sempre a eterna novidade de Cristo. E esta novidade, para nós Católicos, se encontra na Igreja Católica Apostólica Romana, sob a direção segura do Papa e dos Bispos em comunhão com ele.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi.

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