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Sabrina, leitora assídua da Revista e do site Noivas & Cia, escreve e afirma: "Não queremos ter filhos em nosso casamento. Nosso namoro e noivado estão sendo vividos intensamente e, diz ela, pensamos que os filhos viriam atrapalhar, pois não poderíamos mais ter nossa vida social, nossas viagens, nossos momentos a dois". Aí ela pergunta: "Já que nosso casamento será também no religioso, o que responder ao Padre na hora em que ele faz a pergunta sobre os filhos?"
Os elementos essenciais para um verdadeiro casamento, para que ele seja válido, são três:
- a liberdade para casar (ninguém pode forçar o casamento);
- a promessa do amor e da fidelidade por toda a vida,
- a promessa de receber com amor e educar os filhos que Deus confiar ao casal.
Se faltar um destes elementos, voluntariamente omitido, o casamento é nulo na sua realização e na sua essência. Quando o Senhor Deus, na criação do homem e da mulher, disse: "crescei e multiplicai-vos e povoai a terra (Gen.1,28)," confiou ao homem e à mulher a continuidade da Criação.
Portanto, a paternidade responsável é elemento fundamental na constituição de uma família.
O casal deve ter em mente isso e planejar o tempo de ter filhos e quantos. Não se chama isso de controle de natalidade, pois isso fere a Lei do Criador. Chama-se planejamento familiar, paternidade responsável.
O não querer ter filhos, por questões de estética ou de sentir que irão privar-se da liberdade, é um ato de egoísmo.
Imaginemos um jardim sem flores...ninguém o nota. A beleza do jardim são as flores. Os filhos são as flores do jardim de nossa existência, a alegria de ver-se continuado, a companhia nos anos da velhice. Vejo o quanto sofrem os casais que não podem ter filhos. O quanto rezam e suplicam a Deus a graça de um filho. Sentem-se diferentes, sentem-se em falta. Quantos, não conseguindo esta graça, adotam filhos e, muitas vezes, crianças especiais, o que os limitam em tudo, menos no amor.
Se um casal de noivos decide não querer ter filhos, sabendo que podem tê-los, pois a natureza humana os privilegia com esta graça, e mesmo assim não querem, devem também não querer o Sacramento do Matrimônio. Não devem querer casar-se na Igreja, pois estarão cometendo um ato mentiroso. Estarão dizendo "sim", diante da pergunta sobre os filhos, mas interiormente dizem "não". E se dizem "não" publicamente, o Ministro deve interromper aquele ato no momento exato em que isso é dito. Será um ato de coragem, mas será um ato de coerência com o Criador. O ministro que ignorar este ato estará cometendo um ato grave, passível de punição eclesiástica. Ele deve repetir a pergunta, se ela não foi bem compreendida e, se mesmo assim, os nubentes não respondem ou respondem "não", a cerimônia deve ser interrompida.
Alguns podem pensar: - "o padre dá esta orientação porque ele não sabe o quanto é difícil educar filhos hoje." - O padre sabe o que está dizendo, pois ele também é filho de uma família e também experimentou a dificuldade que seus pais tiveram na educação dele e dos outros filhos. E o padre sabe o quanto ele foi amado, bem como seus outros irmãos. E o padre sabe também que esteve presente no momento da morte de seus pais, cabendo a ele ministrar o Sacramento da Unção dos Enfermos, a Missa de corpo presente e a Missa de Sétimo Dia, retribuindo, diante de Deus, o imenso amor que recebeu.

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