
Esther, catequista de uma Paróquia da Diocese de Santos, diante de um fato novo em sua vida, faz a pergunta que dá título a esta matéria.
Muitas vezes, por questões de momentos, alguns mudam de religião, saem da Igreja Católica e são admitidos (batizados) em outras denominações. Claro, a questão de momento passa. Muitos caem em si e repensam o que deixaram, uma família onde nasceram pela graça do Batismo, e buscam outras “famílias”. Nunca é a casa da gente, por mais que digam que é a mesma coisa. Nossa Igreja Católica tem a idade da história do Novo Testamento. Nasce por desejo de Cristo no Domingo de Pentecostes, como vemos na Sagrada Escritura no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2. É a única Igreja mencionada na Bíblia, não com este nome, é claro, mas com fundamentos que permanecem até hoje, com dia e hora para nascer, sob a ação do Espírito Santo.
Sair e receber o batismo em outra denominação é abandonar a família de origem, por mais pecadora que seja. Muitas vezes parece ser a melhor solução (muitas vezes por motivação econômica).
Acontece que o bom senso volta a existir. Quem é batizado, é batizado para sempre. Surge o arrependimento e o desejo de voltar para casa. O que fazer? – Primeiro uma boa conversa com o Pároco, que ajudará a fazer uma séria revisão de vida. Este, vendo que o desejo é sincero, aconselha a uma caminhada de conversão, de volta, e mostra os passos a serem dados.
Num Domingo, diante de toda a Comunidade, a Família, após a homilia, o sacerdote convida a pessoa a renovar suas promessas batismais e a acolhe de volta, diante de toda a assembléia, que exulta de alegria. Depois ele escreve no Livro de Batismo, se a pessoa foi batizada naquela Paróquia, ou manda a notificação para a Paróquia de origem, dizendo que naquele dia esta pessoa retornou à Igreja pela Profissão de Fé. É um ato público de retorno, pois a pessoa, ao ser “batizada” na outra denominação, abandonou a Fé Católica por ato público, por ato formal. Deve, agora, voltar por ato público, por ato formal.
Não se batiza de novo, pois o Batismo é único e para sempre. Temos recebido, na Cúria Diocesana, cartas de pessoas que pedem para que o nome seja retirado do livro de Batismo, pois renunciam à fé católica. Isto é feito, anotado no local próprio, e arquivada aquela carta. É a liberdade que a faz agir assim, muitas vezes sob a pressão de dirigentes que não conhecem a realidade batismal, que incorpora para sempre o fiel à Igreja.
Nestes últimos tempos temos assistido a uma migração de pessoas para inúmeras religiões ou seitas, conforme a moda. A imprensa dá muito destaque a tudo isso e diz que o número de católicos diminui. Não é verdade, pois quem é católico de fato, permanece Católico para sempre. Mudam os que não conhecem, os que não amam, os que não vivem a fé na sua plenitude. Passamos por crises, sim. Passamos por escândalos, muitas vezes, bem como com desavenças com nossas lideranças. Nada é motivo para abandonar a Família. Basta uma boa “esfriada de cabeça”, uma oração a mais, um conselho de um padre amigo, o perdão e a reconciliação. Tudo volta ao normal.
Dizia alguém: “Lá tudo era bonito e festa nos primeiros dias, e eu era mostrado como exemplo de conversão. A festa acabou, a rotina aconteceu e eu senti a falta dos meus irmãos verdadeiros da Comunidade. Senti a falta da Eucaristia, do aconselhamento do padre, pois o reverendo do local só aparecia para o culto e mandava os obreiros atender o povo. E eu tinha que usar crachá para me identificar. Na minha Comunidade eu tinha nome e até apelido, pois era conhecido. Não tive dúvidas e voltei, pedi perdão e aqui estou mais feliz do que nunca”.
Também quando pessoas são batizadas em Igrejas ou Comunidades onde o Batismo é válido, não há necessidade de batizar de novo. Faz-se a Profissão de Fé, após uma boa catequese, e se vive com amor a Igreja Católica. Quando se tem dúvidas, se batiza sob condição. Mas isso é assunto para outro dia.
Vivam, irmãos e irmãs, com alegria a Fé Católica. Fé que recebemos dos Apóstolos e que foi regada pelo testemunho de mais de 40 milhões de católicos que derramaram seu sangue para permanecerem fiéis ao Batismo recebido. Este argumento elimina qualquer dúvida.
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano Rizzi

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